quinta-feira, 21 de agosto de 2008

APLAUSOS PARA AS MENINAS

Hoje, dia 21 de agosto de 2008, em Pequim, tivemos o símbolo máximo de amor a camisa e luta sem fim pela vitória. Temos orgulho do nosso futebol!
Brasileiros, chineses, japoneses, ingleses, até argentinos, quem sabe... E todo mundo torceu por nossas meninas.
Que jogo lindo, que prata linda foi conquistada!
Ao mesmo tempo triste! Triste, porque o ouro deveria ter sido nosso. Se fosse dado por merecimento, seria. Ou por garra, luta, amor, superação, com certeza seria nosso.
Mas, no futebol o que vale é o gol. Este que não quis entrar. Por ironia, um chute cruzado, sem graça, deu a "nossa" medalha para as americanas.
Se o Brasil é o país do futebol, é o país do futebol das meninas!
A seleção brasileira deu um show de garra, luta, habilidade, um verdadeiro espetáculo. Infelizmente, é preciso um pouco de sorte para vencer, mas ela estava do outro lado.
Não chorem meninas! Vocês nos devolveram o orgulho de sermos o país do futebol!
Mulheres de ouro, guerreiras, obrigada pelo exemplo. Parabéns, Brasil!

sábado, 19 de julho de 2008

Continua
...

Caíram mais duas ou três folhas em seu ombro. Não era um bom sinal, não estava nada bom. Ela continuava lá e ele sentado sem saber o que fazer. “Não era sua culpa, não merecia aquele lugar, não deveria estar lá”.
A escuridão predominava até o fim da rua. Deveriam estar acesas as luzes dos postes, mas não estavam. A culpa martelava em sua cabeça, seria um sinal?
Várias outras folhas caíam, não mais em seu ombro, mas por todo o corpo. A cada minuto que se passava, mais escuro ficava e mais folhas espalhavam-se pelo chão.
Não ia conseguir agüentar, a cabeça agora doía, seu pulso parecia uma locomotiva, o pensamento descordenava-se. Tinha que tira-la de lá, daqui a noventa dias seria inverno. Não ia suportar a culpa de deixa-la na escuridão e no frio.

... Continua

domingo, 6 de julho de 2008

Conto de Outono

Ao andar pela rua, o sol dava sinais de que estava cansado e em breve iria para cama. De repente, cai uma folha e o pega desprevenido. Sentou-se na calçada e começou a refletir: “Já se passou o verão e o que foi que eu fiz”?
Era quase insuportável a culpa que sentia, não sabia o que falar, a hora certa e se seria útil dizer. Viu tudo, estava em sua cabeça há meses. Não conseguia dormir mais, como um filme, passava a toda hora, em qualquer lugar onde se encontrasse, aquilo o perseguia.

A tarde ia embora. O sol bocejava, suas pálpebras encerravam-se sem nenhum pesar. Estava quase acesa a escuridão. E o conflito o arrebatava por dentro: “Eu vi, não foi daquela maneira, eu sei como aconteceu”.

... Continua

domingo, 29 de junho de 2008

Identidade

Às vezes, lemos textos, poesias, pensamentos de pessoas que nem sabemos quem são. Podemos até conhecer algo que pensam, ou as mentiras que contam, mas não do que verdadeiramente gostam. Por isso, resolvi como primeira postagem contar um pouco de mim.Não quero rótulos, nem admiradores ou despertar ódio e inveja, somente quero que saibam quem é a pessoa que vos fala.
Sou mineira de nascimento e coração. Adotei São Paulo como nação. Faço das palavras a maneira de expressar meus pensamentos, convicções, crenças e talvez meus sentimentos.
Sou jornalista por formação, escritora por amor as letras, cozinheira por descendência, bancária por necessidade e sonhadora por vontade.
Aprendi que para se conseguir algo na vida é preciso lutar e muitas vezes renunciar. E que nem sempre vale a pena.
Aprendi, também, que a timidez não é um defeito, é algo a ser tratado. E que a cara-de-pau tem que ser trabalhada.
Gosto do mar, do sol, da lua e de fazer música. Não a faço com tanta destreza, quanto a uma lasanha. Mas a faço com vontade e amor.
Já plantei uma árvore, escrevi um livro, contudo não fiz um filho. Isso não é porque nem goste deles, mas sim pelo motivo de que tudo tem seu tempo e sua hora.
Acredito em Deus, acredito no amor, acredito na compaixão, acredito na verdade, acredito nas pessoas. Não pense que sou ingênua, ou facilmente manipulável, apenas tenho fé.
Sou chata, ciumenta, mal-humorada e insegura. Tenho defeitos, quem não os têm...
Usarei esse espaço para praticar minha paixão pela escrita. Nem sei se sou boa nisto, só estou fazendo o que gosto. Aliás, nunca deixe de fazer o que gosta, não faz bem para a alma.É um prazer tê-lo como leitor, crítico ou admirador. Enquanto algum dos três estiver do outro lado, eu posso estar aqui.